Nos últimos meses, venho me dedicando a estudar as mais diversas estratégias de investimento. Quanto mais estudo, mais cético fico em relação à escolha de ações individuais (stock picking) como uma estratégia consistente de investimento. Um dos principais motivos é que, hoje em dia, existe gente demais olhando para o mercado. A precificação dos ativos está cada vez mais complexa e achar pechinchas está cada vez mais difícil.
Tenho procurado contra-exemplos para minhas convicções e não consigo imaginar ninguém melhor que Warren Buffett. Ele fez fortuna exatamente escolhendo ações isoladas. Segundo sua filosofia de investimento, deve-se comprar ações dentro de uma margem de segurança considerável, ou seja, comprar o que está extremamente barato. Com raras exceções, como a compra das ações da Geico, em geral ele se mantinha fiel à doutrina de seu mentor, Benjamin Graham.
Para escolher as ações, ele fazia um trabalho de "formiguinha": pesquisava os manuais da Standard&Poors, visitava empresas, aplicava o dinheiro de terceiros sem o mínimo de transparência (para não "vazar" suas idéias), conversava com os diretores e presidentes das empresas e várias coisas que seriam impossíveis hoje em dia. Ele conseguiu bater o índice Dow Jones consecutivamente por vários anos e correndo menos risco do que a média de mercado. Como ele conseguiu?
Nas décadas de 50 a 70, não existiam computadores. O registro das ações era feito em quadros, as ações eram registradas em papel e os dividendos eram pagos com cheques emitidos para os investidores. Neste ambiente, Warren fez história como um dos mais brilhantes investidores de todos os tempos.
Naquela época, era possível fazer um trabalho de investigação e descobrir verdadeiras "jóias", como empresas sem dívidas e com mais dinheiro em caixa do que a soma do preço de mercado de suas ações. Situações assim equivalem a trocar uma nota de 10 reais por outra de 20. Warren era um mestre em descobrir estas jóias.
Entretanto, seria esta uma estratégia válida de investimento hoje em dia? Com raríssimas exceções, não. Temos computadores vigiando ações em todas as bolsas do mundo. Uma empresa que possuir ativo circulante líquido maior do que sua capitalização de mercado deve acender uma mensagem de alerta em milhares de computadores pelo planeta. Em minutos os compradores entram em ação e o preço sobe. Warren fez fortuna comprando justamente este tipo de ação.
Talvez por este motivo, milhões de pequenos investidores percam dinheiro nas bolsas. Muitos entram em especulações acreditando estarem fazendo um bom investimento. Então seria a bolsa de valores um ambiente na qual os pequenos não deveriam entrar? Não, se aplicarem coerentemente com o seu nível de informação em relação ao mercado. Isso deve significar uma aplicação diversificada ou em PIBBs para uns 90% ou mais dos investidores. Tratarei deste assunto em um artigo sobre investimentos passivos.
Tenho procurado contra-exemplos para minhas convicções e não consigo imaginar ninguém melhor que Warren Buffett. Ele fez fortuna exatamente escolhendo ações isoladas. Segundo sua filosofia de investimento, deve-se comprar ações dentro de uma margem de segurança considerável, ou seja, comprar o que está extremamente barato. Com raras exceções, como a compra das ações da Geico, em geral ele se mantinha fiel à doutrina de seu mentor, Benjamin Graham.
Para escolher as ações, ele fazia um trabalho de "formiguinha": pesquisava os manuais da Standard&Poors, visitava empresas, aplicava o dinheiro de terceiros sem o mínimo de transparência (para não "vazar" suas idéias), conversava com os diretores e presidentes das empresas e várias coisas que seriam impossíveis hoje em dia. Ele conseguiu bater o índice Dow Jones consecutivamente por vários anos e correndo menos risco do que a média de mercado. Como ele conseguiu?
Nas décadas de 50 a 70, não existiam computadores. O registro das ações era feito em quadros, as ações eram registradas em papel e os dividendos eram pagos com cheques emitidos para os investidores. Neste ambiente, Warren fez história como um dos mais brilhantes investidores de todos os tempos.
Naquela época, era possível fazer um trabalho de investigação e descobrir verdadeiras "jóias", como empresas sem dívidas e com mais dinheiro em caixa do que a soma do preço de mercado de suas ações. Situações assim equivalem a trocar uma nota de 10 reais por outra de 20. Warren era um mestre em descobrir estas jóias.
Entretanto, seria esta uma estratégia válida de investimento hoje em dia? Com raríssimas exceções, não. Temos computadores vigiando ações em todas as bolsas do mundo. Uma empresa que possuir ativo circulante líquido maior do que sua capitalização de mercado deve acender uma mensagem de alerta em milhares de computadores pelo planeta. Em minutos os compradores entram em ação e o preço sobe. Warren fez fortuna comprando justamente este tipo de ação.
Talvez por este motivo, milhões de pequenos investidores percam dinheiro nas bolsas. Muitos entram em especulações acreditando estarem fazendo um bom investimento. Então seria a bolsa de valores um ambiente na qual os pequenos não deveriam entrar? Não, se aplicarem coerentemente com o seu nível de informação em relação ao mercado. Isso deve significar uma aplicação diversificada ou em PIBBs para uns 90% ou mais dos investidores. Tratarei deste assunto em um artigo sobre investimentos passivos.
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