A crise econômica vai durar? Será como a de 1929, em que a bolsa despencou e continuou caindo até 1933?
Eu acredito que não.
Em ambas as crises houve um enxugamento de crédito e liquidez. A enorme diferença entre elas está na atitude dos governos federais. Em 1929, o governo do presidente americano Hoover alimentou a crise com medidas que retiraram moeda de circulação e mantiveram a economia engessada. Naqueles anos, o governo chegou a aumentar impostos, criou tarifas protecionistas (Smoot-Hawley tariff), manteve os salários elevados e por consequência obteve uma taxa de desemprego de 20%!
Os erros do passado foram aprendidos pelo atual presidente do Fed, Ben Bernank. O estímulo à economia está focado em aumentar rápida e substancialmente a liquidez no mercado. Isso está sendo feito através de redução de impostos, queda brutal nas taxas de juros, empréstimos às empresas e aos bancos e até estatização. É um plano inteligente e complexo que visa atuar em vários pontos do mercado: do incentivo ao consumo ao aumento da oferta de crédito e garantias. Outra questão interessante é a internacionalização e coordenação dos outros Bancos Centrais. As medidas são parecidas às adotadas na Europa e Japão.
Vai funcionar? Vai. São centenas de bilhões de dólares demais entrando no mercado. Um montante nunca visto na história. As ações das empresas estão baratas. Quando alguns indicadores começarem a reagir, principalmente emprego e PIB, os investidores retornarão às bolsas injetando outros bilhões na economia.
A questão central não é se a economia vai reagir, mas quando. O mercado já espera uma safra de péssimos resultados financeiros nos próximos meses. Isso afetará a confiança dos empresários e consumidores. É fato. No entanto, isso já é esperado, como foi destacado pela impressa que cobriu o Fórum Econômico de Davos: a situação vai piorar antes de melhorar.
De investidor para investidor, segue uma sugestão: compre quando o pessimismo se instalar e todo mundo estiver vendendo. Não tenho bola de cristal, não sei quando acontecerá, mas eu ficaria bem atento nos desdobramentos da crise nos próximos meses.
Eu acredito que não.
Em ambas as crises houve um enxugamento de crédito e liquidez. A enorme diferença entre elas está na atitude dos governos federais. Em 1929, o governo do presidente americano Hoover alimentou a crise com medidas que retiraram moeda de circulação e mantiveram a economia engessada. Naqueles anos, o governo chegou a aumentar impostos, criou tarifas protecionistas (Smoot-Hawley tariff), manteve os salários elevados e por consequência obteve uma taxa de desemprego de 20%!
Os erros do passado foram aprendidos pelo atual presidente do Fed, Ben Bernank. O estímulo à economia está focado em aumentar rápida e substancialmente a liquidez no mercado. Isso está sendo feito através de redução de impostos, queda brutal nas taxas de juros, empréstimos às empresas e aos bancos e até estatização. É um plano inteligente e complexo que visa atuar em vários pontos do mercado: do incentivo ao consumo ao aumento da oferta de crédito e garantias. Outra questão interessante é a internacionalização e coordenação dos outros Bancos Centrais. As medidas são parecidas às adotadas na Europa e Japão.
Vai funcionar? Vai. São centenas de bilhões de dólares demais entrando no mercado. Um montante nunca visto na história. As ações das empresas estão baratas. Quando alguns indicadores começarem a reagir, principalmente emprego e PIB, os investidores retornarão às bolsas injetando outros bilhões na economia.
A questão central não é se a economia vai reagir, mas quando. O mercado já espera uma safra de péssimos resultados financeiros nos próximos meses. Isso afetará a confiança dos empresários e consumidores. É fato. No entanto, isso já é esperado, como foi destacado pela impressa que cobriu o Fórum Econômico de Davos: a situação vai piorar antes de melhorar.
De investidor para investidor, segue uma sugestão: compre quando o pessimismo se instalar e todo mundo estiver vendendo. Não tenho bola de cristal, não sei quando acontecerá, mas eu ficaria bem atento nos desdobramentos da crise nos próximos meses.
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